quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A piriguetização da moda dark

Rock-chick X Rock-bitch     
                                       
Nada mais "out" do que desfilar por aí exibindo DEMAIS os atributos que a natureza generosamente lhe deu (ou não)...aí, minha filha, se errar na mão, corre o risco de ficar mais pra "piriguete underground" do que pra garota descolada...







Transformar a mulher em objeto      
Uma matéria que li no Moda de Subculturas falava a respeito do livro da alemã Dunja Brill, Goth Culture: gender, sexuality and style.

Blutengel e suas performances... 
Comecei a associar elementos da cultura gótica e alternativa, de um modo geral, ao comportamento dessas tribos e entendi o papel da mulher neles...precisei ler essa matéria( e vou ler o livro todo pra me aprofundar no assunto) para perceber o quanto somos alvo de machismo mesmo num meio onde nossa beleza e feminilidade é valorizada. E pior: o quanto essa forma de encarar a sexualidade e a feminilidade dão status pra mulher que se sujeita a um comportamento promíscuo.
Em contrapartida, os homens ganham quando parecem andróginos e femininos...tornando-se mais interessantes diante de nossos olhos.

Viver a sexualidade de forma livre é uma coisa, transformar ideologias e a música em instrumentos para promover o ser humano como objeto sexual, outra bem diferente.
E depois reclamam da cultura hip-hop, do conteúdo das músicas pop,
dos bailes funk...não acham que tudo isso está ficando parecido DEMAIS?

Fotologs cheios de góticas e emos em poses sensuais e trajes sumários sem a mínima classe



Garotas do pop rendendo-se ao visual dark-bitch



Theatre des Vampires inclui masturbação feminina no palco


Raves cyber e industrial: promovendo a  música?



















Taylor Momsem e a Pretty Rockless
 E aí eu pergunto: Qual é a imagem que você quer passar a respeito de quem você é e o quanto de tudo isso é realmente você?
SEJA AUTÊNTICO.

12 comentários:

  1. Ótimo post!
    Sou contra a piriguetização também.
    Acho que a sensualidade é válida, mas tudo tem limite.
    Tem que tomar cuidado para não sair do sensual, sem entrar no vulgar.
    Dá nojo ver essas pirigóticas que mais parecem funkeiras.
    Beijos

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  2. A diferença é principalmente cultural. no livro da Dunja Brill, as "pirigóticas", não se veem exploradas e sim liberando sua própria sexualidade. E os homens admiram e respeitam. Ou seja, mulheres livres. Já o que vemos por aqui, é a exploração mesmo da mulher, como um objeto.

    Se você parar pra pensar, na escandinávia, na Alemanha, as mulheres estão par a par em direitos com os homens. E elas não se vestem pra eles, se vestem pra elas. Elas não mudam o corpo pros homens, quando mundam (pq é raro elas mudarem) é pra elas.

    Todas as subculturas são machistas, todo o mundo é machista. Vivemos assim há mais de 2 mil anos, o machismo está enraizado em nossas vidas e é difícil nos livrarmos deles. Mas claro, há muitas bandas que apelam pra isso pra vender, e eu acho triste.

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  3. Ser autentico... Tá certo. Não quero ser advogada do diabo, mas e se a autenticidade da pessoa for desse jeito mesmo?
    Como fica? Existem vários tipos de pessoas no mundo e vários gostos. Ela deve mudar a si mesma só por causa de outras pessoas que falam mau? Isso é ser autentico?
    O que ás vezes vc gosta outra pessoa não gosta e vice-versa. Cada um se veste do jeito q quer.
    Eu acho o máximo as roupas da Sonya Scarlet (Theatres de Vampires) e tb da Vibeke (Tristania) apesar de uma ser mais comportada e a outra mais exibida. Álias, fui no show do Theatres, vi a Sonya de perto e digo: A mulher é super gente fina.
    Autentico é vc ser voce mesmo sem se importar com a opinião dos outros (claro q sem fazer mau p os outros).

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  4. Por isso a pergunta no final do texto:"Qual é a imagem que você quer passar a respeito de quem você é e o quanto de tudo isso é realmente você?"
    Se esse for seu estilo, tudo bem...
    ter estilo é estar segura a respeito de suas escolhas,mas o que vemos são as mulheres(e principalmente um bando de garotas ainda muito jovens e imaturas) tentando se sobressair através da vulgaridade porque é um meio fácil de conseguir atenção e fama.
    Ter estilo e ser autêntico é saber, antes de tudo quem você realmente é.
    Um beijo e obrigado pelo comentário!

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  5. Ah realmente isto é doloroso. Essa pireguitização também acontece conosco, os homens, os sites metrossexuais extremistas estão transformando o homem em objeto, em pedaço da carne, decadência total...

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  6. Acho istoo o cumulo !
    Sou totalmente contra isso !
    essas pessoas estão vulgarizando a cultura obscura de tal maneira que chega a ser doloroso !

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  7. Mas Febo... o que dizer do homem que em muitos períodos históricos foi muito mais enfeitado do que as mulheres e não havia preconceito quanto à isso? O metrossexualismo não seria uma volta às origens ou uma volta ao direito a se enfeitar? Eu sempre me pego perguntando isso, porque afinal, os homens ficaram mais simplório só há 2 séculos!

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  8. Bom, temos a questao de que uma das raizes do visual gotico e o fetiche e o desejo sadomasoquista, tem a estetica dark cabaret, que nao se trata de piriguetizacao, mas de referencia. se nao gosta dessa estetica vira indie!

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  9. Dark cabaret é uma coisa...essas fotos que usei como exemplo são outra BEM diferente...

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  10. claudia regina moraski22 de janeiro de 2013 02:31

    não existe periguetes da moda dark, elas não são dark e ficam dizendo que são, vão achar oque fazer em um baile funk!

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  11. Oi, Laura tudo bem?
    O problema em si não é mostrar demais, a pessoa é bem mais que uma roupa, o grande problema da nossa sociedade é que não é ensinado que mulher deve ser respeitada independente da sua roupa e sim que ela deve se dar ao respeito.
    O problemas das ditas "pirigóticas" é a forma como elas fazem vista grossa para outras garotas que usam roupas de pirigueti, usando aquele termo sexy sem ser vulgar, sério a pessoa tem que olhar o próprio rabo antes de falar do outro, afinal mulher que usa uma roupa curta sempre tachada como vadia. Mas, você esclareceu muito bem isso, uma coisa é viver a sua sexualidade outra coisa bem diferente é se valer somente do seu corpo.
    Bj

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